Espiritualidade e Ciência

por Alexsandro M. Medeiros

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postado em dez. 2017

            O século XIX foi o século do materialismo, do niilismo e da incredulidade. O século do materialismo histórico de Karl Marx, das teorias niilistas de Friedrich Nietzsche, da psicanálise de Sigmund Freud, do positivismo de Auguste Comte, da teoria da evolução natural das espécies de Charles Darwin.

O Ocidente adotou definitivamente o materialismo científico como uma verdade absoluta. Essa visão unilateral, por um lado permitiu o grande desenvolvimento da ciência e da tecnologia. Mas, por outro lado, influenciou a formação de uma visão de mundo e de homem fragmentária distorcida e negativa (CAVALCANTI, 2004, p. 92).

            O pensamento filosófico e científico do século estava convicto de que iria sepultar de uma vez por todas o pensamento religioso e metafísico, seja com o prenúncio da morte de Deus por Nietzsche, seja com a compreensão de que a religião não passava de uma ilusão como pretendia a psicanálise freudiana ou um ópio para o povo como no marxismo. Mesmo ao longo do século XX, “foi muitas vezes predito que a R/E [religião/espiritualidade] desapareceria com o avanço da ciência e da razão. No entanto, essas crenças têm sido questionadas por uma ampla gama de bons estudos recentes no tema” (MOREIRA-ALMEIDA; LUCCHETTI, 2016, p. 54).

            O que estes eminentes filósofos e homens de ciência não sabiam é que, na realidade, eles estavam cooperando com um plano mais alto de desenvolvimento da humanidade, preparando o terreno para que o século XX pudesse preparar o terreno para uma reconstrução no campo da espiritualidade. O século XX ainda é uma época de desconstrução, sobretudo até a década de 1950 quando tem-se o auge da segunda grande guerra.

         Mas o século XX também começou a preparar o terreno para uma reconstrução no campo da espiritualidade, animada sobretudo pelos novos avanços da ciência, principalmente no campo da física e da psicologia. Cavalcanti (2004, p. 92) aponta exatamente como é interessante notar que essa mudança de visão de mundo

surgiu, justamente da área da ciência exata, antes comprometida com a visão racionalista. Muitos cientistas importantes engajados nesse processo vêm tentando corrigir a unilateralidade da concepção dualista e racionalista e retomar a noção holística de totalidade que recupera a visão espiritual da vida.

            O pensador italiano Pietro Ubaldi (1995, p. 10), autor de uma vasta obra que procura conciliar os caminhos da ciência e da religião, corrobora com as ideias de Cavalcanti ao dizer que, em um futuro próximo,

[...] a ciência prepara-se para demonstrar positivamente que o homem é também espírito e que, como tal, ele sobrevive a morte [...] Por este caminho se chegará a uma religião científica que eliminará tanto o materialismo ateu como as religiões fideísticas. A ciência dominará positivamente o terreno que hoje ainda se encontra nebuloso, nas mãos das religiões. Em vez de lutarem, para eliminar-se, a ciência e fé se completarão inteligentemente e de forma recíproca. Teremos assim uma religião científica e uma ciência religiosa. A natureza universal da ciência positiva eliminará o espírito exclusivista que separa as religiões atuais, para fazer delas, em vez de diversos aspectos de verdades em luta, uma só verdade universal.


            Esta seção dedica-se, sobretudo, a refletir sobre os avanços no campo da ciência que confluem com o conhecimento da realidade espiritual, sob diferentes matizes. Para isso está dividida em subseções, qual sejam:

Espiritualidade e Física

Espiritualidade e Psicologia

Espiritualidade e Antropologia

            Mas antes vamos fazer uma breve digressão sobre a relação entre ciência e espiritualidade ao longo da história.

 

Breves Considerações

            Se nós tomarmos o conhecimento científico em sentido amplo, desde suas origens mais remotas como na antiguidade grega, por exemplo, veremos que alguns dos primeiros filósofos ao mesmo tempo em que se ocupavam da busca pela sabedoria, igualmente se ocupavam de questões cosmológicas e físicas (a palavra física tem origem no grego physis que, grosso modo, pode ser traduzida como natureza – os primeiros filósofos eram simultaneamente filósofos da natureza e físicos, no sentido amplo da palavra). Nesse contexto vamos encontrar pensadores como o filósofo-matemático Pitágoras, além de Platão e Aristóteles que, de alguma forma, ao teorizar sobre o conhecimento, postulavam igualmente uma realidade além do mundo físico, embora de maneiras distintas, dando origem ao que em filosofia passou a ser chamado de metafísica.

            Sob a influência de filósofos como Platão e Aristóteles a Idade Média será um palco de amplas e intensas discussões e debates teológicos onde as questões de ciência ficaram, em grande medida, em segundo plano. Seria preciso esperar o período do renascimento e da modernidade para vermos os grandes nomes do pensamento filosófico-científico reviverem os debates que fizeram parte das discussões cosmológicas na Grécia antiga.

            Um breve olhar sobre a história da física revela como alguns de seus mais renomados expoentes tinham uma compreensão bem mais ampla no universo do que aquela que costumeiramente vemos nos livros de história da ciência.

            A física como conhecemos hoje, com seu método experimental, teve suas origens no século XVII com Galileu Galilei, inaugurando uma nova fase na história da ciência, defendendo o racionalismo matemático como base do pensamento científico e elaborando a ideia moderna da experimentação e observação científica. Não é sem razão que a tradição histórica vê em Galileu o pai da ciência clássica. Mas engana-se quem vê em Galileu apenas um homem de ciência, despreocupado de questões filosóficas e metafísicas. Se Galileu combate a filosofia de Aristóteles é em proveito de uma outra filosofia, a saber, o matematismo platônico e arquimediano. Galileu não ignorava que o papel da matemática na ciência física não era um problema novo. O papel da natureza da matemática constituía um dos principais assuntos de disputa entre Aristóteles e Platão.

            O outro grande gênio da física clássica, Isaac Newton, não pode ser tomado também como um mero físico experimentador. Além de suas contribuições para o avanço da física enquanto ciência encontramos também teorias filosóficas e teológicas e isso no corpo de sua obra principal: Philosophiae naturalis principia mathematica, de 1687. As concepções de espaço e tempo na teoria newtoniana iam além de pressupostos da realidade física: significavam a onipresença e existência contínua de Deus Todo-Poderoso. Para Newton os corpos físicos moviam-se no espaço absoluto que era o sensorium divino e na presença eterna e onisciente do Criador de todas as coisas. Vale ressaltar, inclusive, o interesse de Newton pela teologia e pela alquimia que, segundo Morales (s/d, p. 149 – tradução nossa), “permaneceu oculto durante muitos anos do conhecimento público por considerar-se como uma falha do supremo intelecto de Newton”. O que é corroborado por Moraes (1991, p. 40): “Os biógrafos de Newton resistiram muito para admitir que esses escritos esotéricos tivessem interesse para entender sua obra científica, o lado sério do sábio”. Em reportagem da revista National Geographic lemos que, de acordo com o economista John M. Keynes, “que adquiriu boa parte destes manuscritos [dedicados a Alquimia, Cabala, Teologia Natural e interpretação dos Textos Bíblicos] em 1936, escreveu a respeito: ‘Newton não foi o iniciador da idade da razão. Foi o último dos magos [...]’”.

as façanhas de Newton, vão além das ciências exatas e adentram as ciências místicas e ocultas. Newton foi, sem dúvidas, um grande físico, matemático e astrônomo. Entretanto mais do que isso Newton foi um excelente Alquimista, bem como teólogo e filosofo. Ao contrário do que a maioria das pessoas e estudiosos possam pensar, Newton dedicou a maior parte de sua vida, assim como seus esforços, para estudar a natureza mística do universo (SOUSA, 2014, p. 2).

            Em nota de rodapé Moraes (1997, p. 43) acrescenta:

Vale registrar alguns materiais relevantes para quem se interesse em conhecer em mais detalhe esse aspecto da vida intelectual de Newton. As referências básicas são dois estudos de Betty Jo Teeter Dobbs. O primeiro, mais introdutório (embora muito detalhado e denso), é The Foundations of Newton’s Alchemy [Cambridge University Press]. O segundo — The Janus Faces of Genius: the role of alchemy in Newton’s thought (Cambridge University Press) – é um ensaio acadêmico com quatrocentas páginas de sólida argumentação, referências detalhadas a documentos, bibliografia extensa (nada menos do que quarenta páginas), tradução para o inglês de escritos alquímicos de Newton (originais em latim). A Oxford University Press publicou em 1988 uma coletânea, Let Newton Be!, em que são particularmente instigantes os seguintes artigos: “Newton, matter and magic”, de John Henry; “The secret life of an alchemist”, de Jan Golinski; “The God of Isaac Newton”, de John Brooke; “Newton and the wisdom of the anciens”, de Piyo Rattansi. O volume é fartamente ilustrado, em geral com reproduções de gravuras e capas de livros da história da alquimia, muitas delas com legendas decisivas para a compreensão do argumento dos ensaios

            Da física clássica daremos agora um salto para a física contemporânea. Desde inícios do século XX que a mecânica quântica e a teoria da relatividade tem inspirado físicos e não físicos a especular sobre os fundamentos da realidade, tomando como base o novo conhecimento da física de partículas. Desde Niels Bohr até Einstein e Erwin Schrödinger, que os físicos especulam sobre os princípios e fundamentos últimos da realidade, o que os levam a especulações filosóficas e metafísicas.

            Dentre os físicos contemporâneos que mais profundamente se detiverem sobre o alcance da nova física do século XX e de como esse modelo ultrapassa o paradigma materialista temos Fritjof Capra e Amit Goswani. Amit Goswami é bastante conhecido quando se trata de relacionar a física quântica com a espiritualidade, com ênfase na espiritualidade oriental (CAVALCANTI, 2004; HAMMER, 2003; MARTINS, 2009; DIOGO, 2010; STENGER, 2009). Comparado aos trabalhos de Goswami são os de Fritjof Capra, que há mais de 30 anos tem se debruçado sobre a mesma relação em obras como: O Tao da Física (1982), O Ponto de Mutação (1984), A Teia da Vida. “Um dos jovens físicos que transitava nesta cena era Frijof Capra. Austríaco de nascimento interessou-se por budismo e misticismo oriental quando ainda era estudante de doutorado, na Europa” (DIOGO, 2010, p. 54). Cavalcanti (2004, p. 95) ressalta como Capra observou que os pressupostos implícitos da física quântica podiam de alguma forma ser relacionados com a visão de totalidade dos místicos orientais, percebendo

“[...] o mundo como um sistema de componentes inseparáveis, em permanente interação e movimento, sendo o homem parte integrante desse sistema”. A imagem do universo como uma teia cósmica interligada construída pela Física, se assemelha a imagem usada pelos sistemas espirituais do Oriente, para expressar a experiência espiritual da natureza.

veja mais em: Espiritualidade e Física

           

            Pietro Ubaldi se destaca no século XX como um dos autores que procurou promover uma Grande Síntese entre o pensamento científico e religioso. Essa síntese tem início com sua obra A Grande Síntese, cujo subtítulo é Síntese e Solução dos Problemas da Ciência e do Espírito. Esta obra foi chamada, não sem razão, de o Evangelho da Ciência (UBALDI, 2017, p. 15), pelo autor espiritual Emmanuel, autor conhecido através da mediunidade de Chico Xavier.

            A interrelação que existe entre Ciência e Religião fica bastante evidente ao longo da obra do autor que concebe a Ciência como “um esforço da inteligência para subir a Deus” (UBALDI, 1995, p. 94). Quando o ateísmo nega a existência de Deus ele o faz muito mais em função do antropomorfismo que as religiões mergulharam a ideia de Deus. E essa ideia precisa ser, de fato, superada, a ideia “especialmente humana que o homem, até agora, com a sua cabeça produziu, limitando-se a projetar-se a si próprio” (UBALDI, 1995, p. 96). Por isso, não se trata de destruir a ideia de Deus ou de lutar contra as religiões, mas contra esse antropomorfismo, embora muitas vezes combater o antropomorfismo possa parecer combater as religiões, o que se deve combater é o modo de conceber Deus. “O que leva ao ateísmo não é a ciência, mas o antropomorfismo religioso; só deste há necessidade de nos libertarmos e jamais da idéia de Deus” (UBALDI, 1995, p. 96).

            Mas se a religião tem o seu lado negativo, o mesmo pode ser dito em relação à ciência. “Vossa ciência tem um pecado original: dirigir-se ape­nas à conquista do bem-estar material. A verdadeira ciência deve ter como finalidade tornar melhores os homens. Eis a nova estrada que precisa ser palmilhada. Essa é a minha ciência” (UBALDI, 2017, p. 18-19). A ciência e, concomitante com ela, o progresso científico, lançou a humanidade em um beco sem saída: “[...] Essa ciência passou como um furacão destruidor de toda a fé e vos im­põe, com a máscara do ceti­cismo, um rosto sem alma. Sorris des­preocupados, mas vosso espí­rito morre de tédio e ouvem-se gritos dilacerantes” (UBALDI, 2017, p. 17-18). Por isso Ubaldi afirma: “Falarei do espí­rito e vos reabrirei aquela estrada para o infinito, que a razão e a ciência vos fecharam” (UBALDI, 2017, p. 20). E ainda: “Compreendei-me, vós que não acreditais, vós céticos, que julgais sabe­do­ria a ignorância das coisas do espírito e, no entanto, admirais o esforço de conquista que o homem, diariamente, exerce sobre as forças da natureza” (UBALDI, 2017, p. 19).

            Por isso não se trata apenas de transformar as religiões, mas de transformar também a ciência. “Então o materialismo, o agnosticismo, o cepticismo, o ateísmo, tornam-se coisas superadas” (UBALDI, 1995, p. 95).

            A partir de tais ideias, Ubaldi pode falar de uma religião científica:

racional, comprovada, convincente, aquela que as religiões terão de referir-se e alcançar, se quiseram sobreviver na mente moderna. Já não mais apenas revelação, tradição, mas também ciência, ciência que se prolonga na religião, que se eleva e continua no plano espírito, que se completa com critérios positivos no terreno ético e social (UBALDI, 1995, p. 95)

            Nessa religião científica a biologia, por exemplo, se torna tão vasta

que abarcará também uma biologia do espírito, uma biologia do ideal, uma biologia das religiões, da teologia, da ética, da economia, da política, porque tudo aquilo que o homem faz é uma expressão das leis da vida, e em função delas é realizado. A questão é conhecê-las (UBALDI, 1995, p. 97).

            Ao mesmo tempo em que Ubaldi fala de uma religião científica, ele fala também da necessidade da ciência explicar os fenômenos religiosos. Se, a verdade é uma só, ciência e religião “não são senão duas diferentes maneiras de vê-la e apresentá-la” (UBALDI, 1995, p. 269).

Hoje, o conhecimento está dividido, é unilateral, incompleto. Torna-se necessário uni-lo, fundi-lo numa verdade única que o abarque todo; tanto o particular como o universal. O atual espírito de análise deve ser integrado com um paralelo espírito de síntese, se queremos que a ciência não se perca em detalhes práticos e utilitários, sem alcançar o essencial e o universal (UBALDI, 1995, p. 269).

            É preciso então acabar com essa divisão existente entre ciência, filosofia e religião. O cientista acusa o filósofo de não ser positivo, de viver afastado da realidade, no mundo da metafísica. Ambos questionam os dogmas religiosos, sem se dar conta de que, de fato, é preciso separar a ilusão da verdade. Se existem erros na religião, existem igualmente na filosofia e na ciência. Trata-se, portanto, de saber como unifica-los.

O cientista desdenha ser filósofo. O filósofo não é cientista. Uns e outros prescindem das religiões. Tanto progresso intelectual acabará numa torre de Babel onde será impossível compreenderem-se uns aos outros e coordenar os próprios esforços, fundindo o conhecimento numa única sabedoria (UBALDI, 1995, p. 269).

            É preciso, pois, fazer convergências entre essas diferentes formas de perceber a realidade sendo que todas estão em busca de um mesmo propósito: a verdade das coisas. A partir dessa busca, é preciso fazer com que estas diferente visões possam convergir entre si, se complementarem. A ciência oferecendo à essa busca a parte experimentalmente provada. A filosofia se acercando deste mesmo objeto de foram racional e analítica. A religião, de forma intuitiva e inspirada, elevando o pensamento acima do que não pode ser representado ou investigado empiricamente.

            Finalmente, quando se compreende que matéria e espírito não são conceitos antagônicos mas fazem parte de uma mesma realidade fundamental “os atritos entre a forma mental da ciência e a das religiões podem desaparecer, e é possível fundir, numa só, as duas concepções do ser. Elas, em vez de se excluírem, se integram indispensáveis uma à outra, como duas partes da mesma unidade” (UBALDI, 1995, p. 95). A realidade não é apenas matéria. A própria física já ultrapassou a fronteira daquilo que é considerado matéria. Chegará o momento, então, em que a ciência irá se ocupar também da realidade do espírito. A ciência atual vê apenas o aspecto material dos fenômenos e e fica maravilhada quando percebe que, para além daqueles que eram considerados a última barreira da realidade material – os átomos –, encontra algo de uma natureza tão inusitada que chegou a nomeá-la de antimatéria. Não se sabe ainda ao certo o que seja. Sabe-se apenas que não é matéria tal como nós entendemos. A realidade material e espiritual são duas dimensões diversas de uma mesma realidade que pode ser vista tanto com os olhos da ciência, quanto com os olhos da filosofia e da religião. “A ciência olha o lado material; a metafísica, o lado espiritual desta única realidade que é o homem vivo. Medicina e biologia dedicam-se ao corpo, as religiões, à alma” (UBALDI, 1995, p. 275). Hoje elas estão separadas, como se estivessem diante de um fenômeno completamente diverso. Amanhã estarão unidas e colaborando entre si para a compreensão desta vasta e imensa realidade.

 


Referências Bibliográficas

CAPRA, Fritjof. O Tao da Física. São Paulo: Cultrix, 1982.

____. O Ponto de Mutação. São Paulo: Cultrix, 1984.

CAVALCANTI, Raïssa. O retorno do conceito do sagrado na ciência. In: TEIXEIRA, EvilázioF. B.; MÜLLER, Marisa C.; TIGRE DA SILVA, Juliana D. Espiritualidade e qualidade de vida. Porto Alegre, EDIPUCRS, 2004, p. 91-104.

DIOGO, Pablo Nogueira G. Espiritualidade quântica? Consciência, religião e ciência no pensamento de Amit Goswami. Dissertação (Mestrado em Ciências da Religião). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. São Paulo, 2010. Acessado em 24/04/2016.

GOSWAMI, Amit. A física da alma: a explicação científica para a reencarnação, a imortalidade e experiências de quase morte. Tradução Marcello Borges. São Paulo: Aleph, 2005. (Série novo pensamento).

____. O Universo Autoconsciente: como a consciência cria o mundo material. São Paulo: Aleph, 2007.

HAMMER, Olav. Claiming Knowledge: strategies of epistemology from theosophy to the New Age. Brill Academic Publishers, 2003.

MARTINS, Paulo Nuno Torrão Pinto. A Mecânica Quântica e o Pensamento de Amit Goswami. Tese (Doutorado em Filosofia e História da Ciência) – Faculdade de Ciências e Tecnologia. Universidade Nova de Lisboa, 2009.

MORAES, Reginaldo C. C. de. Alquimia: Isaac Newton revisitado. Trans/Form/Ação, São Paulo, 20, p. 39-44, 1997. Acesso em 02/11/2017.

MORALES, Daniel A. Newton El Alquimista [on line]. Universidade de Los Andes. Acesso em 02/11/2017.

MOREIRA-ALMEIDA, Alexander; LUCCHETTI, Giancarlo. Panorama das pesquisas em ciência, saúde e espiritualidade. Ciência e Cultura, vol. 68,  n. 1, p. 54-57, jan./mar. 2016. Acesso em 20/12/2017.

SOUSA, L. G. S. Sir Isaac Newton: O alquimista por trás do gênio [on line]. 2014. Acesso em 02/11/2017.

STENGER, Victor. Quantum Gods. Amherst: Prometheu Books, 2009.

UBALDI, Pietro. A Descida dos Ideais. Tradução de  Manuel Emygdio da Silva. 3. ed. Campos dos Goytacazes, RJ: Fraternidade Francisco de Assis, 1995.

____. A Grande Síntese. Síntese e solução dos problemas da ciência e do espírito. Tradução de Carlos Torres Pastorino e Paulo Vieira da Silva. 24. ed. Campos dos Goytacazes, RJ: Instituto Pietro Ubaldi, 2017.