Testemunhas de si mesmas

05/01/2018 16:05

            No Livro II de "A República" de Platão encontramos o personagem fictício de nome Giges (Pastor de Ovelhas) que encontrara certo anel que lhe dava o poder da invisibilidade (provavelmente exerceu influência no livro "O Senhor dos Anéis"). De súdito fiel aos olhos do mundo transformou-se em grande criminoso para tomar o poder do Rei sem ser descoberto.

            Aristóteles na obra a "Retórica" manifesta que as pessoas cometem injustiça quando pensam que o seu ato não será descoberto ou, se o for, ficará impune ou, se punido, será menor que o lucro.

            Muitas pessoas incapazes de roubar a olho nú simples objeto da mão de seu possuidor não titubeiam em se apropriar de fortunas alheias às escondidas.

            Ora, ainda que seus crimes não sejam detectados pela Justiça Humana e nem perante as pessoas que as rodeiam, sempre serão testemunhas de si mesmas e não fugirão por muito tempo da própria consciência (tribunal infalível) que as responsabilizarão na medida da culpabilidade.

 

Ciência Política / Espíritualidade e Política → Crônicas Sociais → Testemunhas de si mesmas