Não vim destruir a Lei de Deus

12/01/2022 14:54

          Amigos leitores, como fui encarregado de expor virtualmente, na FEB, o tema desta crônica, no dia 9 de janeiro de 2022, após retornar de saudáveis dias em Florianópolis, pedi ao mentor Machado que me inspirasse na elaboração do poema abaixo sobre o assunto, que está no capítulo I d'O Evangelho Segundo o Espiritismo. Ele, gentilmente, acedeu ao meu pedido, que compartilho com vocês a seguir.

 

Não vim destruir a Lei... – Por: Jó

 

Após ter sido acusado por alguns homens judeus

de violar as leis de Deus, Jesus lhes diz inspirado:

— Moisés, o grande profeta, anunciou minha vinda

após receber de Iahweh as tábuas da Lei divina.

 

Nelas, os Dez Mandamentos, que ele entregou aos hebreus,

têm no início o ensinamento para amar primeiro a Deus.

Dos dez, esse é o primeiro!

 

Sete é proibição; e, se o descanso é o terceiro,

o quarto é o de devoção:

honrar mãe e pai honrar, é o que este nos ensina,

pois o amor familiar é parte da Lei divina.

 

O segundo mandamento faz-nos recomendação

que não citei logo atrás, mas é o seu primeiro não:

não falar seu nome em vão...

 

Depois diz pra não matar,

não praticar adultério,

como também não furtar.

 

A estes, seguem-se três:

não ser testemunha falsa; não cobiçar a mulher

e nem as coisas alheias.

 

Guardem os Dez Mandamentos da Lei divina que sigo.

O resto foi de Moisés: leis tão duras que eu nem digo...

 

Sendo, de Moisés, preciso, leis cruéis para conter

a dureza de uma tribo,

fingiu de Deus receber outra legislação forte

com dura intimidação;

mas a Lei divina é o norte de amor ao nosso irmão.

 

E, para o mundo querido, tudo o que eu lhe falei

e não foi compreendido está na divina Lei.

 

Não vim destruir a Lei, pois de todos os profetas,

embora sendo o maior, fui humilde e muito amei.

Moisés já me anunciara, dois mil anos antes d'Eu

vir ao mundo em Belém como o Messias de Deus.

 

500 anos depois, fora o profeta Isaías

que, em ocasiões diversas, ao mundo me anunciaria.

Para virem boas-novas, como previra Isaías,

Deus me enviaria ao mundo como o seu maior Messias.

 

Mais dois séculos na história, e o profeta Jeremias

alertou-lhe que eu viria restaurar a Lei divina.

 

Também disse Malaquias, quatro séculos depois,

que João já fora Elias e então me precederia.

 

Então eu, o Redentor, vim ao mundo em cumprimento

deste novo mandamento de nosso Pai e Senhor:

—Voz que clama no deserto, preparai ao Salvador

veredas endireitadas pela pureza do amor...

 

Trinta anos se passaram, e o precursor João Batista

falou-me da gratidão de todos que se curaram:

— Mestre, cegos veem, sarados;

mudos cantam ao falar;

surdos se alegram de ouvir;

e coxos dançam no andar...

 

E eu disse a João Batista que a maior enfermidade

que o mundo trazia n'alma era o desprezo à verdade.

De tanto explorar-se a crença com mentira mitológica,

a fé caiu em descrença, ante o domínio da lógica.

 

Por isso é que foi preciso depurar na rude dor,

com tragédia e pandemia, este mundo pecador.

 

Então, eu lhes asseguro: não vim a Lei destruir,

Vim, sim, tirá-los do escuro, para a Lei de Deus cumprir.

 

Não existe lei maior que a divina Lei do amor,

e, para seu cumprimento, presido ao Consolador

que anunciei por João, no capítulo quatorze,

e que deixará no mundo eterna consolação.

 

Trouxe-lhes o Espiritismo, que tira da letra o véu,

qual revelação do céu, restaurando o Cristianismo.

E, como seu bom pastor, reforço tudo o que disse:

amem-se como eu os amo; a Lei de Deus é o amor!

 

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