O Homem

06/05/2020 19:23

            Os verdadeiros espíritas são conhecidos pela sua tolerância com adeptos de outras religiões. Por isso, apreciam todo trabalho cristão de qualidade, sendo ou não arte espírita, desde que não contrarie seus princípios doutrinários. Está lá, na Bíblia: "Examinai tudo. Retende o bem" – Paulo (1 Tessalonicenses, 5:21).

            Pode até haver religião tão tolerante quanto a espírita, jamais haverá alguma mais tolerante do que ela, no tocante ao respeito, mesmo aos que não a toleram. O Espiritismo é o Cristianismo restaurado, sem sacerdócio organizado, sem dogmas, sem rituais. Sua máxima é: "Fora da caridade, não há salvação".

            Na mocidade, quando morei em Salvador, ao prestar serviço militar no Exército, frequentei a Juventude Espírita Nina Arueira, coordenada pelo André Luís Peixinho, na época também jovem e já formado em medicina.

            Nas manhãs de sábados, nos reuníamos em sala do Centro Espírita Caminho da Redenção, fundado pelo tribuno espírita e médium renomado Divaldo Franco e Nilson Pereira. Meia hora antes de orarmos e iniciarmos os estudos das obras espíritas de Allan Kardec e de outras obras religiosas relacionadas ao tema do dia, cantávamos, entre outras músicas gospel, as músicas de um padre nordestino, cujo nome citarei no final...

            Certa ocasião, em bela noite de sono suave, sonhei que estava dentro do centro, quando alguém me disse:

            — Há um jovem lá fora que quer participar conosco do estudo do Evangelho à luz do Espiritismo.

            Sem titubear, respondi-lhe:

            — Mande-o entrar, pois o Peixinho já disse que todo irmão será bem-vindo ao nosso grupo de aprendizes da Doutrina Espírita.

            Incontinenti, o moço foi autorizado. Logo entrou, já me foi dizendo que fora enviado por Deus, pois a hora era aquela.

            — A qual hora você se refere, meu irmão? E ele respondeu-me:

            — À da chegada de um novo Reino...

            Então, sem se referir a revolução, disse a todos ali que desejava mudar estruturas. Não portava arma na mão, mas convidou-nos a segui-lo.

            Fomos com ele à rua e participamos do seu clamor sublime. Ao povo, ele dizia que o momento era de libertação. Já uma multidão o acompanhava e, assim como nós, repetia seu chamado divino.

            De repente, acordei e ouvi, com lágrimas nos olhos, o padre Zezinho cantando a música intitulada O Rabi, conhecida também como: Há um homem lá fora.

            Clique aqui, ouça-a, emocione-se, mas não deixe de atender ao seu chamado e também conhecer o Espiritismo, que é o Consolador prometido por ele em João, 14:15-18: https://www.letras.mus.br/padre-zezinho/1284170/ 

 

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