Os passos e espaços da felicidade

18/08/2021 14:36

        Salve, amigos!

        Li na internet que é preciso não temer o futuro e "esquecer" o passado para ser feliz. Então, refleti em que esses são apenas dois passos de outros dois relativos à felicidade: um deles é trabalhar e o outro é servir, como eu disse na última crônica. Quem deseje ser feliz deve preparar-se, dia a dia, para servir ao próximo, desde o próprio lar, além de reconhecer e corrigir seus erros enquanto for possível.

        Nossos maiores inimigos são o egoísmo e o orgulho. Nossos maiores amigos são o altruísmo e a humildade. O egoísta esforça-se para ser melhor do que seu semelhante. O altruísta empenha-se em ser melhor do que já é e em amar e socorrer seu próximo. O orgulhoso trata com arrogância os que julga seus inferiores, seja socioeconomicamente, no aspecto étnico ou em conhecimentos. O humilde aprende e trabalha infatigavelmente para servir aos que Deus lhes encaminha, direta ou indiretamente, sem qualquer distinção.

        O lar é o laboratório espacial onde podemos exercitar as virtudes citadas. Se tratarmos bem a companheira ou o companheiro, certamente seremos bem tratados por estes. Se educarmos nossos filhos, com base no exemplo edificante, eles aprenderão a ser educados conosco e com outrem em sociedade. Se perdoamos a um dos familiares algo ruim que tenhamos sofrido de sua parte, ele ser-nos-á reconhecido e esforçar-se-á em nos compensar, de algum modo, o mal que nos fez. Principalmente se o perdão for sincero e se expressar pelo esquecimento da ofensa, que se patenteia em jamais acusar ou lembrar ao ofensor o que ele nos fez sofrer. Se a ofensa perdoada martelar nosso pensamento, é hora de orar e vigiar...

        É deste modo que as coisas ruins do passado nos libertam de pesos conscienciais: retribuamos com o bem o mal que sofrermos; esforcemo-nos em ser melhores sem reincidência em faltas. Com renovação íntima, disciplina, estudo, trabalho, indulgência e caridade para com o próximo estaremos em condições de vencer o egoísmo e o orgulho, os dois maiores inimigos da felicidade autêntica.

        Agindo no bem, viveremos de tal modo ocupados no presente que, sem o percebermos, o futuro manifestar-se-á em bênçãos de paz e de alegria, resultando em nossa fé e esperança. Por isso mesmo, dizia Paulo: "Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade - as três. Porém, a maior delas é a caridade" (I Coríntios, 13:13).

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