PNE: Capítulos VII a IX

06/08/2020 04:11

            Em seguida temos três capítulos dedicados ao tema da Psicanálise: capítulo VII – Psicanálise; capítulo VIII – A Nova Psicanálise; e capítulo IX – Técnicas de Tratamento.

            Por tudo o que já vimos até aqui, sobre a personalidade humana e os diferentes biótipos terrestres, fica fácil perceber que o estudo da psicanálise completa os capítulos precedentes, pois a psicanálise

ela é a arte de fazer pesquisas no subconsciente, para descobrir quais são os elementos componentes da personalidade do indivíduo, o seu passado em que ele assim a construiu, e por fim o seu destino em que, como consequência necessária, aquele passado e o presen­te devem continuar desenvolvendo-se (1988, p. 80).

            É no subconsciente, na profundidade de nossa alma, que iremos encontrar a origem de nossos atos e que determinaram a constituição da nossa personalidade. Para entender quem somos e a origem de nossos atos, precisamos entender os impulsos interiores dos quais eles derivam. A psicanálise aqui é entendida como ciência que desvenda não apenas o mistério da personalidade humana, mas de nossa alma, de nossa psyché. E há uma grande diferença desta psicanálise para a psicanálise ordinária, freudiana: enquanto esta se limita a analisar a personalidade humana dentro do limite do nascimento até a morte, a primeira é muito mais vasta e muito mais profunda e engloba todas as existências anteriores. “Então, a primeira característica de nossa psicanálise é a de atingir a parte mais profunda do eu, mais escondida, porém mais enraizada e firme porque a mais antiga, a parte mais verdadeira. porque controlada por mais longa experimentação, a parte que está antes do nascimento” (1988, p. 81). Uma psicanálise que não abarca apenas o passado, mas que pode prever em linhas gerais igualmente o destino futuro, entendendo este como uma consequência lógica e necessária do passado, dentro dos limites previstos pela Lei divina.

                Ubaldi faz uma analogia com a ideia de uma árvore: a psicanálise atual não desce até as raízes. A psicanálise precisa ir além do período do nascimento e também deve se dirigir para o futuro (ir além da morte), de onde resulta a possibilidade até de prever o destino.

            As experiências que nós temos são registradas diversamente pelas várias partes da zona da personalidade. No subconsciente estão as experiências passadas, assimiladas, que ficam depositadas nas estratificações antigas da personalidade de onde emergem os instintos: é a zona dos instintos formados, das ideias inatas, dos automatismos resultados da repetição habitual da vida, representa o patrimônio acumulado. O que foi vivido, ou seja, nossa história, jaz em repouso nos estratos do subconsciente, por isso se pode dizer que é um imenso repositório de reservas do que foi vivido. O consciente é a zona do presente, do trabalho atual, onde está o esforço da subida, a atividade com que se fazem as provisões: “é, pois, um tentáculo ativo, consciente, porque em fase de trabalho” (UBALDI, AM, p. 97). O superconsciente representa o futuro, a zona de espera, das expectativas e possibilidades, das tentativas e formações futuras. “O passado sobrevive no consciente como síntese, o futuro aí nasce como antecipação. A consciência está re­pleta e se nutre do presente em construção” (UBALDI, ANCTM, p. 380). Se o consciente é a zona de trabalho, as outras duas zonas representam uma zona de descanso (saiba mais em: A psicanálise evolucionista e espiritualista de Pietro Ubaldi).

Somente a zona do trabalho é consciente. Para o alto e para baixo este clarão nítido se perde gradativamen­te nas trevas e o dinamismo desaparece na inércia. Acima e abaixo, imersas na inconsciência, estão as zonas crepus­culares onde a consciência sente as sombras vagarem incer­tas, embrião de futuros motivos ou restos de motivos destruídos ainda sonolentos no marasmo da indiferença ou do es­quecimento [...] As três zo­nas estão ante a experimentação nestas posições: de quem já recebeu o depósito, de quem o está recebendo e de quem o espera. O eu sente no campo onde está ativo e não onde está latente. O sistema está em movimento evolutivo, e o consciente, isto é, a zona ativa do registro, não é o mesmo para todos (UBALDI, ANCTM, p. 380).

            A leitura do subconsciente, da estrutura da nossa personalidade, ajuda-nos a entender os nossos pontos fracos e o que precisa ser corrigido, remodelando hábitos errados, alterando a nossa conduta, penetrando no terreno da ética, mas não da ética mundana, mas da ética aqui apresentada em termos profundamente espirituais. Compreendido isto, entendemos que não há fatalidade determinada senão pela força de nossas ações e que por isso tudo depende de nós: do que fizemos no passado, do que fazemos no presente. A função da psicanálise é ajudar os indivíduos a ler no subconsciente as forças que determinaram a personalidade e conhecer os impulsos na sua origem.

            Estes princípios sugerem também a ideia de que um psicanalista será, no futuro, um médico de almas. Que ajuda os indivíduos a entender seus dramas pessoais, seus complexos, a partir da análise do subconsciente, entendendo a natureza dos impulsos instintivos que hoje emergem como um retorno do passado e, com isso, podendo sugerir um antídoto corretivo. O tratamento é psicológico e moral.

Aqui começa a parte mais importante do trabalho do psicana­lista. Uma vez que ele descobriu o fio condutor do destino do indi­víduo em exame, a sua função é a de orientar esse destino, dirigin­do-o, conforme sua natureza e os elementos que contém, para um futuro melhor, onde, por lógicos corretivos de conduta: erros, complexos e sofrimentos sejam eliminados. O princípio geral é que o paciente deve ser orientado para que o seu caminho se desenvolva na direção do S, que representa o bem, a felicidade, Deus. Psica­nálise profundamente moral e religiosa, ligada aos princípios de éti­ca, que de propósito explicamos neste mesmo volume, como pre­missa indispensável ao estudo da psicanálise (1988, p. 85).

            O tema continua no capítulo VIII – A Nova Psicanálise reforçando a ideia dos limites da psicanálise atual que se detém na análise da personalidade apenas a partir do momento do nascimento do ser humano. A Nova Psicanálise vai além e procura reconstruir a história da personalidade levando em conta elementos de vidas passadas e que, por isso, escapam à psicanálise hoje praticada. “O subconsciente contém um mun­do muito mais vasto do que o que ela julga, um imenso passado em que o eu viveu infindas experiências, que constituem sua atual sa­bedoria inata, diferente para cada um, conforme o caminho por ele percorrido” (1988, p. 90). Além disso, para que a psicanálise seja completa, ela não pode se deter apenas na análise do fenômeno psíquico, mas deve levar em consideração fatores éticos, religiosos, biológicos, evolutivos, sociais etc. Ela precisa incluir o elemento ético e espiritual. É uma Nova Psicanálise mais completa porque afirma que não se pode tratar apenas as neuroses e complexos mentais a não ser substituindo o impulso originário de desordem, por outro impulso volitivo na direção certa, na direção do bem, que possa corrigir os primeiros, lançados na direção errada. Trata-se de dirigir a vontade do indivíduo em sentido positivo, conforme a Lei de Deus. A Nova Psicanálise é ciência que observa os impulsos do subconsciente, não apenas nesta vida, mas de outras vidas, que permanecem latentes nas profundezas do espírito humano. Só assim é possível entender o movimento em sentido errado diante da Lei ao qual é preciso opor um movimento em sentido oposto. “Se a causa foi uma desobediência que gerou desordem, o remédio está na obediência que reconstrói a ordem. O tratamento consiste na re­integração dessa ordem, da qual dependem a saúde e o bem-estar, assim neutralizando a desordem, da qual dependem a doença e a dor” (1988, p. 92).

            E aqui chegamos a um ponto novo de toda discussão apresentada até o momento: a nova psicanálise deve abranger todo o imenso campo do inconsciente, incluindo aí o subconsciente e o superconsciente. O mundo imenso da personalidade humana inclui não apenas as camadas inferiores situadas no subconsciente, mas uma história maior, que está adormecida e vai despertando aos poucos: os impulsos do superconsciente, das potencialidades do espírito, com toda sua riqueza e poder.

            A parte referente à psicanálise encerra com o capítulo IX – Técnicas de Tratamento: proceder a uma psicodiagnose com o objetivo de obter a cura das neuroses e complexos da personalidade via sublimação. Admite-se, como na psicanálise freudiana, que os complexos sejam devidos aos choques que surgem na luta entre subconsciente e consciente: um desejo subconsciente reprimido. O resultado do choque de dois impulsos antagônicos na personalidade: as velhas experiências que se agitam no subconsciente na forma de impulsos instintivos e um dinamismo ascensional que exige renovação e superação. “Quando não é possível um acordo entre subconsciente e consciente, eles entram em luta [...] o impulso comprimido acaba produzindo formas mentais torcidas e, com esse esmagamento, a própria personalidade fica magoada e ferida” (1988, p. 103). Mas como a intenção deste estudo é se ater ao título do livro, isto é, os aspectos ético e morais do pensamento ubaldiano, remeto o leitor à leitura do livro, caso tenha interesse em se aprofundar na psicanálise assim concebida por Ubaldi, com uma última ressalva: se antes cabia apenas à ética e às religiões o estabelecimento de normas para o agir individual, esse papel cabe agora também à psicologia: o da direção espiritual das almas, com base nas ideias até aqui estabelecidas. Se no passado cabia às religiões estabelecer as normas de conduta moral e do agir de seus fiéis, este papel agora pertence também ao domínio da ciência do espírito, da psicologia, atingindo horizontes muito mais vastos, colocando os indivíduos no caminho da evolução: “a psicanálise se torna a arte de educar o homem para o levantar a um plano de vi­da superior. Ela pode desse modo colocar-se ao lado da ética e religiões, iluminando-as no terreno difícil da direção das almas” (1988, p. 112). Entendida desta forma, a psicanálise é a ciência da alma, que abrange não apenas os problemas da personalidade humana, mas da evolução biológica e espiritual, da orientação individual e social, da ética e da religião:

seguindo a Lei de Deus e tra­balhando em função do plano geral da existência [...] psica­nálise que penetra o mistério do espírito e trabalha na luta entre a animalidade e o ideal, para a superação dos instintos inferiores em favor da espiritualidade, para a transformação do biótipo primitivo do homem evoluído do futuro (1988, p. 115).

 

Implicações do Estudo da Psicanálise para a Ética

            O estudo da psicanálise “é de fundamental importância para compreender a vida, porque é na profundidade de nossa psique onde se encontra a primeira raiz de nossos atos” (UBALDI, 2014, p. 155). Por isso se pode dizer que estamos diante de uma “Psicanálise profundamente moral e religiosa, ligada aos princípios da ética” (UBALDI, 2014, p. 163), e que a tarefa desta psicanálise “é a de construir destinos sadios e felizes, dando saúde às almas, curando os doentes, fortalecendo os fracos, sanando feridas, tudo isso no terreno do espírito” (UBALDI, 2014, p. 163). “Uma psicanálise completa não pode limitar-se ao tratamento das doenças nervosas e mentais, mas tem que entrar no terreno da ética, para dirigir, com inteligência, a conduta humana” (UBALDI, 2014, p. 184).

            Para entender o significado e a razão de nossos atos, precisamos compreender e conhecer os impulsos que brotam do interior da personalidade: “Não é possível acompanhar o significado de nossos atos, sem ter compreendido de que impulsos interiores a conduta humana deriva” (UBALDI, 2014, p. 155). Por isso, pra viver de forma inteligente, “devemos compreender os longínquos elementos que se desenvolvem em nossa vida atual” (UBALDI, 2014, p. 156).

            O princípio moral que nós temos aqui é o de acordar o consciente, digamos assim, para que ele controle os impulsos inferiores instintivos do subconsciente. O que é possível através da técnica do exame de consciência. “Trata-se, de fato, de uma observação introspectiva dos impulsos aninhados no subconsciente, assim submetidos ao controle e domínio do consciente” (UBALDI, 2014, p. 210). Desta forma é possível transformar maus hábitos em virtudes que “com a repetição podem ser gravadas no subconsciente novas e melhores qualidades, sendo possível edu­car o homem e realizar a evolução, construindo a personalidade em formas cada vez mais adiantadas (UBALDI, 2014, p. 210).

Assim, a psicanálise adquire uma importância nova, muito maior, porque se torna uma escola de evolução, cuja função não é mais só aquela de tratar doenças, mas a de ajudar o homem novo a nascer, realizando o milagre da transformação biológica do involuído em evoluído, isto é, do primitivo atual, no biótipo que deverá constituir a humanidade do futuro. Então, a psicanálise se torna a arte de educar o homem para o levantar a um plano de vi­da superior. Ela pode desse modo colocar-se ao lado da ética e religiões, iluminando-as no terreno difícil da direção das almas (UBALDI, 2014, p. 211).

            Este conhecimento deve possibilitar ao indivíduo orientar-se no caminho da vida e na realização de seu trabalho. Na construção ou reconstrução da sua personalidade.

Então a tarefa da psicanálise no estudo da personalidade é a de descobrir quais são os pontos fracos por carência de positividade, por ter o indivíduo trabalhado às avessas, em descida, em favor da negatividade ou AS, fortalecendo esses pontos com injeções de positividade, endireitando o caminho errado do ser, na direção da vontade da Lei, para o S (UBALDI, 2014, p. 158).

                Temos também a luta entre o bem e o mal, a fera e o anjo, o involuído e evoluído que existe dentro de nós. É como se nós tivéssemos duas personalidades mas, na verdade, é a mesma personalidade lutando contra dois impulsos da vida.

            “Isto se revela na luta consigo mesmo, que se encontra nos indivíduos em fase de transformação evolutiva e os leva do nível da animalidade para a espiritualidade, chocando-se uma contra a outra, até a segunda vencer, superando a primeira. Assim, o novo se substitui ao velho, criam-se instintos superiores que tomam o lugar dos inferiores” (UBALDI, 2014, p. 161).

            Como “arte de educar o homem” esta psicanálise apresenta também uma dimensão pedagógica, considerando que o trabalho construtivo realizado pela consciência desloca-se, por evolução e, através da educação e de bons hábitos, para o superconsciente. Os hábitos se fixam em automatismos transmitidos ao subconsciente, transferindo-se “para campos mais elevados e mais profundos, para o âmago do ser, na assimilação de qualidades espirituais” (UBALDI, AGS, p. 310). Cada ato deixa uma marca (bom ou mau). Nada do que é praticado (bem ou mal) se perde).

Não se perde fora de vós, pelo princípio de causa e efeito; não se perde dentro de vós, pelo princípio de transmissão ao subconsciente. A herança de vossas culpas como de vossos merecimentos, o resultado de todas as vossas fraquezas ou esforços, vós os carregais sempre convosco, de acordo com o que quisesteis. A assimilação por automatismos e a transmissão ao subconsciente é o meio de transmissão para a eternidade das qualidades adquiridas, fruto de vosso trabalho [...] A técnica dos automatismos reside em vossa experiência cotidiana, na aquisição de cada habilidade mecânica ou psíquica. [...] Daí todas as diversíssimas capacidades inatas, às quais tanto deve a vida, doutra forma não teriam explicação (UBALDI, AGS, p. 310-311).

            Tal é o método desta “arte da educação da alma”. Uma educação que leva em consideração como a repetição constante de algo faz o hábito e se transmite ao subconsciente. A repetição dos atos de defesa deu aos animais o instinto de defesa. Da mesma forma agir moralmente conferirá ao homem hábitos morais, enriquecendo o pensamento e desenvolvendo a inteligência. Assim se pode transformar e moldar a personalidade. É possível plasmá-la seja para o bem ou para o mal. Nosso destino é produzido pelas qualidades que assimilamos e se constitui pelas forças que colocamos em movimento.

            Quanto um ato é assimilado, através do hábito, “a economia da natureza o deixa fora da consciência, porque, para subsistir, não mais precisa que ela o dirija” (UBALDI, AGS, p. 307).  Quando uma qualidade é apreendida “também é abandonada aos automatismos, em forma de instinto, de caráter que se fixou na personalidade” (UBALDI, AGS, p. 308 – grifo do autor).

            Com a educação e o hábito construímos a nós mesmos, apoiados pelo férreo determinismo da lei de causa e efeito mas onde domina o nosso livre arbítrio “senhor da escolha, que mais tarde, salvo ulteriores correções, vos prenderá, por sua vez, na mesma lei de causalidade” (UBALDI, AGS, p. 311).

 

O Método Introspectivo

            Para compreender e conhecer os impulsos que brotam do interior da personalidade Ubaldi propõe o método da introspecção: “... para conhecer o seu mundo interior, ele tem que [...] se concentrar em si mesmo, com calma e silêncio, escutando as vibrações sutis desse outro ambiente subterrâneo” (UBALDI, 2014, p. 180).

            Existe um biótipo humano extrovertido, que se dirige par fora, para o ambiente material, onde se realiza a vida e é o mais comum de se encontrar na Terra, “enquanto é mais raro o biótipo introvertido, dirigido para dentro, para o seu mundo interior, onde realiza a sua vida” (UBALDI, 2014, p. 181). Este tipo introvertido, que olha em suas profundezas,

descobre, atrás das aparências exteriores, uma realidade interior mais profunda, atinge o conhecimento da sua verdadeira natureza e do seu destino numa visão de conjunto. Assim ele pode orientar-se a respeito dos gran­des objetivos de sua vida, dirigindo-se inteligentemente por si pró­prio para os atingir, conforme vastos planos maiores, que ao outro tipo escapam completamente (UBALDI, 2014, p. 181).

            É um mundo imenso que se estende além das camadas inferiores do subconsciente e revela uma outra história, muito maior, de impulsos superiores advindos do superconsciente.

Eis então que, se os impulsos piores, nos chegam dos baixos níveis da evolução, os melhores chegam desse passado muito mais longín­quo, mas nem por isso morto. Ele está só adormecido, e com a evo­lução, vai despertando e se reconstituindo.  Eis, então, que esta observação introspectiva pode nos revelar toda a nossa história, com tudo o que ela contém, isto é, não somente o nosso passado inferior, mas também o nosso mais longínquo passado superior, do qual decaímos. Eis que essa introspeção pode nos revelar também o que no plano geral da evolução está potencialmente contido, o que quer dizer, também, o seu futuro desenvolvimento, que representa o nosso porvir (UBALDI, 2014, p. 184).

            Por meio da introspecção, atravessa-se as camadas inferiores do subconsciente e além delas dilata-se a visão, de um ainda mais vasto inconsciente “que contém um passado mais longínquo, que volta e já alvorece na consciência dos mais evoluídos, na qual ele se revela como antecipação do futuro, percebido pelas intuições do superconsciente” (UBALDI, 2014, p. 184). Por meio da introspecção teremos uma psicanálise muito mais vasta, cujas pesquisas devem

abranger todo o imenso campo do inconsciente, que escapa ao controle imediato do consciente, isto é, deve pene­trar os mistérios da personalidade, não somente no terreno do sub­consciente, mas também no do superconsciente, deve atingir não somente o passado do indivíduo, mas, o que é mais importante, o seu futuro, numa visão de conjunto em que passado e futuro se fundem no mesmo problema. Assim, a penetração psicanalítica do inconsci­ente poderá ser completa, porque atingirá ambos os seus aspectos: o subconsciente e o superconsciente (UBALDI, 2014, p. 184).

 

 

Pietro Ubaldi → Princípios de uma nova ética (resenha) → Capítulos VII a IX