A Copa

por Luana Pantoja Medeiros

junho de 2018

Os nossos diplomas não valem de nada, não nos fazem melhor do que alguém, não nos comparemos com as massas, nossos textos críticos sobre grande celebração da copa do mundo, será uma tolice? Essa gente metida com diploma! Já ouviram isso? Já foram decepcionados porque deixaram de seguir sua ajuda porque você está fora do poder legislativo? Porque você tem uma casa e anda de carro? Seu amigo te abandonou no combate porque precisa garantir o pão?

Não somos melhores, mas nossa responsabilidade social é maior, com certeza. 

Por traz da alegria do futebol está a mesma força midiática que fez o carroceiro gritar “Fora Dilma”, mas também existe um povo feliz, que acostumou-se com pouco, quase nada, um subterfúgio para esquecer a desgraça que emerge o “país do futebol”, que  aliás, é cultural, afinal de contas,  “O futebol é nosso”.

Somos poucos, porém não melhores, e temos o dever de abrir os olhos de quem está perto de nós, não dos riquinhos, ou da Classe média odiosa pela esquerda, porque esses sim, sabem o que fazem.  Mas sim dos mais humildes, que não tem acesso a qualquer tipo de informação que não seja pelo grande veículo de comunicação, que manuseia as massas, há anos.

E o que é felicidade para a grande massa, afinal?  É o Brasil ser campeão, é o Neymar em campo, e “ficar lindo” com uma faixa “100% Jesus”. Dai a Cesar, o que é de Cesar. Sonegador de impostos.  

Esses pobres desgraçados querem um pouco de felicidade na vida, sorrir, vibrar pela sua nação falida.  Para eles, nada muda, a política é sempre a mesma, um bando de urubus de terno e gravata, que enganam com promessas falsas, e ganham uma grana preta para fazer isso. Isso não faz a menor diferença para a grande massa, é e sempre foi assim.

 O ex Presidente Lula, hoje está preso, é cruelmente massacrado e condenado em primeira instância, pela grande mídia. E assim está.

Agora vamos esquecer um pouco dos aumentos da gasolina, do combustível, vamos esquecer, a greve dos professores, vamos esquecer as intervenções militares, a morte da companheira, Marielle Franco, e tudo que fere de morte a nossa Constituição brasileira, que aliás, as grandes massas não tem acesso.

Vamos esquecer os sucateamentos das universidades públicas, das escolas públicas, vamos esquecer a diminuição das bolsas de incentivo universitárias, e a escassez da educação continuada. Arquiteturas de um grande golpe!  

Vamos ser felizes por uns dias, e acreditar, que na terra de Lênin e Trotsky, O nosso Brasil vai ser “Um grande combatente, Campeão”.

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