Como as sociedades humanas têm evoluído?

Como as sociedades humanas têm evoluído?

O texto abaixo é um trecho do capítulo 2.1.1, do volume 2 – As Sociedades Humanas, da obra Repensando o Universo, de Ariovaldo Batista. A obra completa está disponível para download em nosso site através do link: Repensando o Universo.

 

            O objetivo não é repetir o que a história está repleta de registros e livros, mas entender a evolução da sociedade humana à luz das premissas admitidas neste texto, e a principal é a questão do ser-vivo como dualidade do organismo material mais o espírito. A questão de fato é partir das sociedades como são hoje, para inferir como têm chegado a isso, como também se fez na Primeira Parte. O que é hoje foi na realidade consequência do que foi ontem, mas uma coisa é a realidade, outra coisa é a história que pretende mostrar essa realidade. O que se vai argumentar

 

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é essa história à luz das premissas admitidas na Primeira Parte tanto para o Universo como para a Terra Habitada. Como ilustração, como seria a história de Cuba escrita pelos historiadores comunistas da Ilha? Por isso a própria história “acadêmica” demanda interpretações à luz das circunstâncias em que a mesma foi escrita e por quem.

            Como se verá ao longo do texto, a sociedade é consequência da existência do espírito, dessa forma a análise de sua evolução será feita a partir dessa ótica de ser mais espiritual do que orgânica ou material, além de que é fato constatável. Não se trata de revisão da história, mas unicamente de uma compreensão da mesma, tendo como referência a civilização tida como Ocidental, cujo foco é centrado na Europa com suas diversas nações, e na realidade tem sua história que começa no Império Romano como ponto de partida real. Mas é evidente que há uma história regressa até se chegar aos romanos, que se inicia nos sábios gregos e na Era Cristã, que por sua vez teve como ancestrais, os egípcios e mesopotâmios. Além desses povos, o que se tem são pesquisas arqueológicas atuais que fariam “alguma história de civilizações perdidas”. As nações ocidentais são de fato as sociedades que se originaram dos egípcios e mesopotâmios, mais contaminadas a partir das grandes navegações, que levam hoje o mundo ser considerado como “globalizado”.

            Os registros históricos da humanidade se concentram de fato nos registros religiosos, tanto que se convenciona haver a história a partir desses registros, e uma pré-história anterior aos mesmos. O que se conhece da pré-história são registros de pesquisas arqueológicas e paleontológicas, decorrentes dos achados de construções e obras feitas em geral em pedras, além dos estudos fósseis mais centrados na área orgânica ou do ser-vivo. E vamos dizer que são trabalhos desenvolvidos basicamente na Era Capitalista.

            Hoje consideramos a Terra uma sociedade global, até bem pouco tempo atrás as terras além da Europa e parte da Ásia conhecidas, eram como “regiões desconhecidas”, até mesmo no advento do capitalismo. As Grandes Navegações começaram a mudar esse panorama. Há inúmeras pesquisas e estudos sobre sociedades desaparecidas das quais temos conhecimento pelo que sobrou das mesmas no que conhecemos como antropologia e arqueologia. Um problema de difícil solução é como certos povos chegaram onde até puderam deixar seus vestígios de evolução adiantada em relação à época, tendo como referência os povos europeus, cuja base escrita ainda é a Bíblia. Praticamente parecem ter desaparecido antes mesmo da época das escritas, por volta de 3 a 2 mil anos a.C., porque se parte sempre da premissa de que a história da sociedade humana começou de fato nos seus registros, claramente religiosos. O que muitas vezes se encontra, são “sociedades ancestrais tão ou até mais adiantadas” do que as sociedades históricas conhecidas. Mas que acabam se tornando mistérios ou enigmas, que no fundo, são meras ignorâncias de que não sabemos tudo sobre o próprio homem na Terra. Ainda nos é difícil entender sociedades “avançadas” cuja origem não tenha sido as sociedades que conhecemos através de nossos registros históricos, como a Bíblia no Oriente Médio e outros tratados religiosos em particular na Ásia, a começar pelos Vedas Indus. Daí que vestígios de civilizações adiantadas e que foram depois substituídas por outras mais atrasadas que ocuparam seus lugares, como se constatou nas Américas, se tornam enigmas de difícil solução, até não muito diferente da história das espécies na própria Terra. Seriam classificadas no texto como meros “paradoxos da sociedade humana”. Em vista disso não parece difícil a civilização entendida pelo Dr. Darquea da época dos dinossauros.

            Existe vasta literatura sobre “civilizações evoluídas desaparecidas” como mistérios e enigmas, porque se parte do dogma de fé evolucionista de que o homem tenha surgido na África, e através de migrações, tenha se espalhado pelo planeta. E “raças” se forma por “cruzamentos”, mas cruzar africanos com asiáticos, SE ESTES NÃO EXISTIAM? Equívocos dos dogmas de fé!

            A civilização asiática ou Oriental tem história conceitual similar, cujos registros e pesquisas também se situam em épocas análogas à Ocidental através de suas respectivas religiões. Mas não será objeto de apreciação como foco no texto, exceto como ilustrações onde possam ser julgadas convenientes ou necessárias, e se menciona como ilustração apenas. Claro que outros textos como este podem tratar do assunto oriental, o que se objetiva são conceitos e

 

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não fatos ou histórias. O fato atual é que a Civilização Oriental rapidamente procura se igualar à Civilização Ocidental, especialmente após a Segunda Grande Guerra. Contudo, grandes influências mútuas entre elas ocorreram antes da Era Cristã ou na atualidade da Era Capitalista. Entre esses dois períodos é como se tratasse de dois mundos socialmente isolados. Para o efeito conceitual da evolução das sociedades humanas não se vê necessidades de aprofundar o estudo dos povos asiáticos, que, aliás, já têm também inúmeros tratados a respeito, e muito menos aos povos indígenas de sociedades ainda tribais. O objetivo é se partir de “sociedades atuais” ditas ocidentais como referência, para inferir sobre outras sociedades ou sociedades ancestrais, como se fez na Primeira Parte sobre o Universo e o Ser-Vivo.

            A questão é se partir da premissa que se considera que o ser-vivo é o organismo que aloja temporalmente seu espírito. De modo que o homem de alguma civilização teria que ter exatamente o organismo adequado naquela determinada circunstância. A realidade é que a sociedade é feita de espíritos mais ou menos evoluídos e não apenas do organismo material. Portanto, o que se constata é que alguma “leva” de homens, mais intelectualmente desenvolvida, existiu antes de outras sociedades que a história é capaz de relatar, e só podemos constatar através dos vestígios de suas obras ou artefatos. Que nada é mais do que mais uma prova de que a inteligência sempre está na origem de tudo, como de fato se tratou na Primeira Parte. O que surge como enigma é o fato de “sociedades mais evoluídas, serem substituídas por outras mais atrasadas”, que se procurará também entender. A questão das raças é uma mera tecnologia, quem o fez, SABE BEM COMO MUDÁ-LO, o homem está apenas aprendendo na forma braçal de experiências e pesquisas.

            Parece que a grande limitação dos contatos entre os povos na antiguidade residia na dificuldade de locomoção ou transporte, ou comunicação, e nisso parece residir o maior grau de dificuldade para entendermos essas civilizações ditas mortas, quando as comparam com outras ditas “civilizadas”. E que ainda é limitante nos dias de hoje, tanto na própria Terra como para se pensar em “visitas espaciais”. Enigmas como civilizações longínquas na Ásia, Oceania e Américas se teriam tornadas evoluídas quando os meios de comunicação eram extremamente precários. Partindo-se do princípio que teriam tido pouco ou nenhum contato físico com as civilizações tidas como avançadas, em particular a partir do Oriente Médio, como referência prática de processo civilizatório ocidental. Como se deram as locomoções desses possíveis contatos? Se fizermos outro paralelo, parece ser de fato outro entrave prático para procurarmos vidas em outros lugares, DEPENDEMOS DA FORMA COMO NOS TRANSPORTAMOS DE UM LUGAR PARA OUTRO, e ficamos amarrados às nossas próprias limitações fisiológicas ou, no caso atual, tecnológicas de comunicação.

            O equívoco básico ocorre a partir da forma de como se define, ou nem sequer define, o que seja de fato o ser-vivo, em particular, o homem. E nos limitamos aos avanços tecnológicos modernos, como se fossem a causa da própria evolução das sociedades humanas. E NÃO É, como se procura argumentar no texto.

            Há a hipótese que se tratará abaixo sobre a “safra de gênios” como origem de civilização, mas que até hoje ainda não foi objeto de considerações melhores pelo que se presume. Vamos tratar primeiro da história a partir da civilização conhecida como “romana”, que na realidade deu origem à civilização Ocidental, começando na realidade com os gregos na ciência e política, e o próprio Cristo na religião, sendo os romanos meros vetores de propagação ao longo de toda Europa. Parece evidente que a civilização ocidental teve origem política e científica nos gregos, e religiosa em Cristo, quase na mesma época e lugar, tendo o Império Romano como vetor de propagação. Merece, portanto, considerações à parte. A história das civilizações no Oriente Médio e Oriente próximo, é a saga da comunicação individual, que demandava meios de comunicação e transportes, MAS OS POVOS MAIS ANTIGOS DA EUROPA, ÁSIA E AMÉRICA NÃO SÃO EXPLICADOS ATRAVÉS DA COMUNICAÇÃO MATERIAL VIA TRANSPORTES OU NAVEGAÇÃO. Como se explicará, trata-se de uma “migração de gênios” via Mundo Espiritual.

            Vamos, contudo, nos ater à Civilização Ocidental.

 

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