O Misticismo do filósofo Henri Bergson e a percepção do amor de Deus

O Misticismo do filósofo Henri Bergson e a percepção do amor de Deus

Comunicação apresentada na XIX Conferência Brasileira de Folkcomunicação realizada em junho de 2018, Parintins-AM

por Alexsandro M. Medeiros

lattes.cnpq.br/6947356140810110

Resumo



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Comunicação apresentada no 31º Congresso Internacional da SOTER (Sociedade de Teologia e Ciências da Religião) realizada em julho de 2018, Belo Horizonte-MG

por Alexsandro M. Medeiros

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Resumo

Este artigo pretende analisar a questão da percepção do amor de Deus a partir das ideias do filósofo francês Henri Bergson. Como procedimento metodológico adota-se a pesquisa bibliográfica tendo como referencial teórico principalmente as obras: A Evolução Criadora e As Duas Fontes da Moral e da Religião. A teoria evolucionista do filósofo francês postula que a vida não se restringe a matéria e que existe uma corrente de energia criadora que se lança sobre a matéria: essa energia é o élan vital. Essa corrente vital, presente em todos os seres vivos, é utilizada pelo filósofo para falar sobre o misticismo e a existência de Deus. As duas obras em questão estão estreitamente interligadas pois o conceito de élan vital, bastante discutido na obra A Evolução Criadora, é retomado na obra As Duas Fontes da Moral e da Religião. O elán vital é não apenas uma corrente de energia presente na evolução da vida, como também um fluxo de energia criadora que está na origem da experiência mística. A experiência mística é uma experiência intensificada pela presença do élan vital que, em última instância, é definido como sendo “o próprio amor de Deus, se não for Deus mesmo”. A consideração sobre a experiência mística em As duas fontes acrescenta à consideração dos dados biológicos em A Evolução criadora o primado do amor, ou seja, que a energia criadora é percebida como amor, sendo o próprio amor de Deus. Finalmente, o misticismo é um estado em que a alma é misteriosamente insuflada pelo élan vital, um estado de identificação da alma do místico para com o Criador da vida. Uma experiência que revela, de alguma forma, não apenas Sua existência, mas também algo sobre a natureza de Deus: para os místicos de todas as religiões, Deus é amor. Essa conclusão o místico chega pelo entusiasmo com que vive a experiência de êxtase proporcionada pelo misticismo, que é tomado de uma emoção supra intelectual, uma emoção indizível, da qual brota o amor a Deus e a todas as criaturas, o amor como energia criadora, o amor como intensificação do élan vital.

Palavras-chave: Misticismo, Élan Vital, Amor, Deus.

 

O texto completo estará disponível com a publicação dos Anais do Evento.

 

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