Infortúnio

01/10/2019 09:40

(Luana Medeiros)

 

A que deves a pena

Por que algoz te tem rosto de anjo

Por que os quatro fonemas te soam feito

o próprio demônio atroz

 

Na terra que chegaste

Não há salvação

Porque nada te restou

 

Nem te valeste de teus encantos

Nem formosura, nem acalanto

Nem eloquência, nem teu calor, mulher

 

Nada foi mais forte que teu próprio infortúnio

Nem as noites quentes

Nem as noites ternas

Nem as serenas

 

Passada a tempestade

Desaguaste oceano em açude

Destroçaste, destruíste

Deves aceitar a lou-cura.

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