SALVE, SEBASTIÃO!

26/01/2022 19:35

Saúde e paz, amigos!

            Hoje lhes falo do resort Club Med Rio das Pedras, situado no meu saudoso Rio de Janeiro, de onde saí há 47 anos. Mas o que motiva esta nova conversa é o fato de que, no dia 20 de janeiro, dia em que se homenageia São Sebastião, patrono desta Cidade Maravilhosa, é meu desejo homenagear Sebastião Ribeiro de Oliveira, o seu Sebastião, como todos faziam questão de tratá-lo, e que recebeu esse nome por ter nascido nessa data. Se vivo fosse, seu Sebastião, que foi meu pai em sua última encarnação, faria 113 anos, haja vista ter desencarnado aos 54 anos, em 1963, e estaria concorrendo ao posto de homem mais velho, se não do Brasil, desta cidade onde nasci, pois sou carioca.

            Espírita convicto, embora em sua época, como ainda é comum ocorrer, os pais espíritas costumassem batizar e crismar seus filhos na igreja católica, papai deixou-me convicto, como já citei em crônica anterior, de que nenhuma religião, como a espírita, nos proporciona a certeza sobre a justiça divina e as provas de que somos imortais e reencarnaremos tantas vezes quantas forem necessárias à nossa evolução espiritual.  Católica era minha mãe, nascida em Tombos, MG, neta de portugueses católicos, embora ela nunca se opusesse à crença do marido e até frequentasse, por vezes, reuniões espíritas e cultos afro-brasileiros. Lá em casa mesmo, era comum haver sessões mediúnicas com manifestações de entidades variadas: guias espirituais, caboclos, exus, pretos velhos etc.

            Dos sete filhos que tiveram, o que mais lhes deu trabalho, na educação que nos puderam proporcionar, fui eu mesmo. Entretanto, não creio que nenhum deles tenha chorado tanto quanto eu, 11 anos, na época, ao ver o pai amado desencarnar, muito mais acabado, organicamente do que estou agora, com 16 anos a mais do que ele tinha...

            Casei-me com mulher espírita e médium desde criança. Desde então, realizamos, uma vez por semana, o culto do evangelho no lar. Nos primeiros anos de nossa união, Lourdes, a esposa, teve a visão espiritual de meu pai, que lhe informou ter sido encarregado de ser o mentor espiritual de nosso culto. Por cerca de 35 anos, ele acompanhou-nos espiritualmente, especialmente nesse dia, quando costumava, vez por outra, ser visto por Lourdes, a quem transmitia palavras edificantes...

            Certa noite, novamente visitou-nos em espírito e disse à Lourdes que faria um curso reencarnatório no plano espiritual e, a partir de então, seria substituído por outro mentor. Desejou-nos boa sorte, abençoou-nos e despediu-se para sempre.

            Neste mês de janeiro, mais uma vez, eu e Lourdes prestamos humilde homenagem a esse sábio Espírito, que me brindou com a melhor herança que um pai pode deixar a seus filhos: a certeza de que Deus existe; de que este é justo; de que Deus nos criou para sermos felizes, na eternidade da vida; a convicção de que essa felicidade é fruto da conquista de cada um, pelo bom uso do livre-arbítrio, em incontáveis reencarnações, até que alcance a perfeição. Foi o que o Cristo quis dizer-nos com sua frase: Sede perfeitos!

            Paz e bem!

 

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