Evolução do pensamento humano

Evolução do pensamento humano

por Fernando Rosemberg Patrocínio

postado em jan. 2018

Ora, o que é o pensamento humano?

 

Não é, senão, o pensamento do Espírito evolutivo que há em nós, Espírito que, em se libertando, temporariamente, da matéria dos mundos, ainda prossegue sua evolução, sua mudança intelectiva e moral, sendo, pois, que os Espíritos mais próximos do saber mundano, também o apura em função de saberes maiores e que, por fim, vão se aproximando das esferas dos Anjos, dos Espíritos Puros, dos chamados Arcanjos e Serafins.

 

Logo, até que possamos chegar a tais patamares dos Seres Angélicos, nós todos, Espíritos encarnados e desencarnados, vamos ampliando nossos saberes, nossa condição moral, em suma: nosso coração, pois como ministrava o Mestre Nazareno em nos exortando à reforma íntima:

 

“... é do coração que partem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as fornicações, os furtos, os falsos testemunhos, as blasfêmias e as maledicências...” (Mateus, 15, de 1 a 20).

 

O que expressa, pois, que além de nossas correções intelectuais, devemos cuidar dos nossos corações, nosso sentimento, pois que é dele que partem, em princípio, nossos pensamentos, nossas palavras, nossos atos malsãos. E o Espiritismo diz o mesmo por toda parte como já vimos em diversos textos e e.Books de nossa singela autoria.

 

“Assim, pois, se haveremos de nos corrigir moralmente – no interior dos nossos corações -, também haveremos de nos corrigir cognitivamente, apurando saberes e conhecimentos vários de nossa inteligência em progressão”. (frp).

 

Sendo que, no tocante ao corpo físico do Cristo, um preclaro amigo nos remete do Espírito Ramatis, “O Sublime Peregrino”, psicografia de Hercílio Maes, a seguinte e respeitosa passagem:

 

“Jesus era dotado de um temperamento sereno e equilibrado no contado com as criaturas humanas, pois embora vivesse sobre profunda tensão espiritual interior, em face do potencial angélico que lhe oprimia a carne, sabia contentar-se e ninguém pode lhe apontar gestos e atitudes de cólera por sentir-se ofendido ou desatendido. Era um homem excepcional, porém, sujeito a toda a necessidade fisiológica do corpo físico, mas de uma vida regrada inconfundível”. (Opus Cit.).

 

Dito pensamento, por sinal, é o de muitos pensadores encarnados e desencarnados: de Jesus em um corpo carnal, ou seja: de carne e osso, sujeito a todas as necessidades fisiológicas! O que não se condena em tempo algum, pois o pensamento humano, e, mesmo espiritual, caminha do menor para o maior, do equívoco para o acerto, das coisas mundanas para as coisas espirituais.

 

Mas adiante, porém, tais Espíritos humanos, e os já desenfaixados das vestes físicas – por evolução de suas mentalidades – verão, consoante Item 113 de “O Livro dos Espíritos” (1857 – AK), aliás, dos Espíritos Superiores, que tais Seres, ou seja, em sendo Espíritos Puros, tais “não mais se sujeitam à reencarnação em corpos perecíveis”, e, pois, Jesus – sendo Espírito Puro – e, mais: dirigente do Orbe Planetário Terreno desde suas origens de há quatro e meio bilhões de anos atrás, dito Espírito não mais reencarna aos moldes do nosso saber, do nosso precário conhecimento, mas sim, hão estar, e, esteve dentre nós por meio de uma veste espiritual purificada, a que chamamos “corpo quântico”, e que, segundo os Espíritos Instrutores mais confiáveis do nosso meio, teria condições de aparecer e desaparecer, caminhar sobre as águas, estar com os homens e com Deus, em face de sua pureza, sua condição sublime de um Espírito Puro, além dos humanos de craveira comum, além dos Espíritos mais elevados do astral, pois que o Mestre Soberano Jesus, é Ser, desde priscas eras: Uno com o Pai, Uno com o Criador por sua condição de Espírito Puro, algo que transcende nossa condição humana, de Espíritos impuros, decaídos, sujeito às mais penosas provas e expiações.

 

Logo, como já vimos:

 

“Em Jerusalém, no templo, (Jesus), desaparece de chofre, desmaterializando-se ante a expectação geral”..., “Em cada acontecimento, sentimo-lo a governar a matéria, dissociando-lhes os agentes e reintegrando-os à vontade...”. (Vide: “Mecanismos da Mediunidade” – Psicografia de F. C. Xavier – Espírito André Luiz – prefácio de Emmanuel - Feb).

 

Mas também a equipe de Divaldo confirma, como, por exemplo, nesta passagem:

 

“Em Nazaré, ante a turba enfurecida, Jesus utilizou a faculdade da desmaterialização”. (Vide: “A Luz do Espiritismo” – Espírito de Vianna de Carvalho – prefácio de Joanna de Ângelis – Editora Leal).

 

O que confirma, pois, a verdade contida em “Os Quatro Evangelhos” – Revelação da Revelação, (Feb), organizada por de J.-B. Roustaing no Século 19, constituindo, assim, pois, todo um Consenso Universal de apoio aos Espíritos dos Evangelistas, dos demais Apóstolos e de Moisés, que patentearam seu altíssimo conteúdo.

 

Logo, os que pensam diferente terão, forçosamente, de retificar suas ideias em função de ideias mais próximas da realidade, ou seja, da Verdade em Cristo-Jesus, nosso Guia Espiritual desde priscas eras, donde recebera do próprio Senhor dos Universos: a missão de nos guiar neste mundinho de provas e de expiações as mais acerbas, mas condutoras de um Mundo melhor, se assim o merecermos.

 

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