Filmes sobre Diversidade de Gênero

Filmes sobre Diversidade de Gênero

O Mau Exemplo de Cameron Post (2019)

 

Em 1993, Cameron Post (Chloe Grace Moretz), uma estudante colegial, é forçada a passar pela terapia de conversão homossexual após ser flagrada pelo namorado transando com a melhor amiga Coley (Quinn Shephard). Além de colega de estudos bíblicos, Coley era a rainha do baile de formatura. Cameron é enviada pela tia, responsável pela sua educação após a morte dos pais, para um centro religioso que afirma curar jovens atraídos pelo mesmo sexo. O centro religioso é coordenado pelo “ex-gay” e reverendo, Rick (John Gallagher Jr.). Rick tem ao seu lado sua irmã a Dra. Lydia Marsh (Jennifer Ehle), a terapeuta responsável por sua “cura”. Ao lado de outros adolescentes, dentre os quais “Jane Fonda” (Sasha Lane) e Adam (Forrest Goodluck), duas pessoas em quem Cameron irá se tornar mais próxima, ela irá enfrentar uma severa disciplina que supostamente a fariam deixar de ser gay. O filme é uma adaptação de Desiree Akhavan do livro homônimo de Emily M. Danforth e aborda o tema de uma maneira bem delicada, ao enfatizar a ideia de uma suposta cura gay a partir da doutrina cristã que prega a homossexualidade como sendo um pecado.

 

Love, Simon (2018)

Com Amor, Simon é um romance baseado no livro Simon vs. the Homo Sapiens Agenda, de Becky Albertalli. Nick Robinson interpreta o personagem principal, Simon Spier, de 17 anos. Um reservado adolescente gay no ensino médio de uma escola secundária em um subúrbio de Atlanta, na Geórgia. Sua família e amigos não sabem de sua homossexualidade e, ao iniciar uma conversa anônima através de um blog com um amigo de pseudônimo “Blue”, que também oculta sua homossexualidade, tem origem uma espécie de relação que irá se transformar em romance apenas no final do filme. O drama do enredo ocorre após uma chantagem de um dos colegas da escola, Martin, que descobre a troca de e-mails depois de um descuido de Simon. O filme então se desenrola entre o medo de Simon ser descoberto, ao mesmo tempo em que tenta descobrir a identidade do colega anônimo por quem ele se apaixonou online.

 

Me chame pelo seu nome (2018)

 

O jovem Elio (Timothée Chalamet) mora na casa de seus pais em uma bela e lânguida paisagem italiana na década de 1980. Mas tudo muda com a chegada de Oliver (Armie Hammer), um acadêmico que veio ajudar a pesquisa de seu pai (especialista em cultura grego-romana), durante o verão. Em um ambiente multicultural, onde se fala italiano, inglês e francês, sem nenhum titubeio, Elio Perlman inicia uma relação amorosa escondida com Oliver. O filme é baseado na obra homônima (Call me by your name, em inglês) de André Aciman, sendo o terceiro e último ato da trilogia "Desire" do diretor Luca Guadagnino, seguido de I Am Love (2009) e A Bigger Splash (2015).

 

 

Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas (2017)

 

Professor Marston & The Wonder Women se baseia na história de vida de Wiliam Marston (Luke Evans), que mantinha uma relação polígama envolvendo sua esposa Elizabeth Marston (Rebecca Hall), psicóloga e inventora, e Olive Byrne (Bella Heathcote), aluna e assistente do casal Marston. Marston também era psicólogo e inventor de Harvard que ajudou a tornar real o Detector de Mentiras e que também criou a Mulher-Maravilha, personagem dos quadrinhos, em 1941.

A relação do casal com Olive e os ideais feministas das duas mulheres foram essenciais para a criação da personagem de quadrinhos. O longa mostra como a criação da heroína dos quadrinhos foi na verdade uma consequência quase casual de uma vida marcada por um árduo estudo da mente humana, sobretudo da feminina, e de seu relacionamento totalmente fora do padrão para a época e até mesmo para hoje. O filme visa levar ao público também uma trama progressista sobre poliamor, homossexualidade e liberdade sexual: basta lembrar que após a morte do professor Marston na vida real (o filme é baseado em fatos reais), Elizabeth e Olive permaneceram juntas por mais de 30 anos, até o fim de suas vidas.

 

Stonewall – Onde o Orgulho Começou (2016)

O filme é uma referência aos acontecimentos de Stonewall, uma rebelião na cidade de Nova York no final dos anos 1960 por parte de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros quando estes enfrentaram a polícia local. O filme aborda a incompreensão da família e dos moradores locais de um jovem adolescente homossexual, Danny Winters (Jeremy Irvine), que é expulso de casa pelo pai, treinador de futebol americano, e vai parar na cidade de Nova York onde encontra outros jovens LGBT’s, como Ray/Ramona (Jonny Beauchamp). Após narrar o drama vivido pelos jovens LGBT's, o filme culminou na Parada Gay, que hoje se espalhou pelo mundo, iniciada a partir da rebelião no pub novaiorquino frequentado por LGBT's: Stonewall.

Stonewall foi transformado em monumento nacional em honra à história LGBT. A história também foi contada em quadrinhos pelo quadrinista Mike Funk. Veja o link: Revolta de Stonewall recontada em HQ.

Veja uma crítica ao filme por James Cimino, no site LadoBI.

 

The Normal Heart (2014)

Em 1981 uma doença misteriosa se alastra pelos Estados Unidos, com alto grau de mortalidade que atinge principalmente a comunidade gay e, por isso, acabou sendo apelidada de “câncer gay”. Mais tarde a doença foi chamada de AIDS. Por preconceito, a doença não recebeu a devida atenção do governo norte-americano e se alastrou enormemente. Nesse contexto, os próprios gays atingidos pela doença se veem impelidos a tomar alguma iniciativa, dentre eles, o escritor Ned Weeks (Mark Ruffalo) que contou com o apoio de um grupo de gays decididos a lidar com a situação, como Tommy (Jim Parsons) e Bruce (Taylor Kitsch). Ned conta também com o apoio da médica Emma Brokner (Julia Roberts), que também está alarmada com a gravidade da situação. O filme é baseado na peça teatral de 1985 de mesmo nome de Larry Kramer.

 

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