Integridade versus Corrupção

por Alexsandro M. Medeiros

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postado em jul. 2016

 

Ainda que eu fale a língua dos intelectuais ou do cidadão inculto, se eu não tiver integridade,

 serei como o metal que soa ou como o sino que tine.

Ainda que tenha o dom da política, e conheça toda essa ciência,

e ainda que tenha fé na mudança,

de maneira tal que transporte montanhas,

sem integridade eu nada sou.

Ainda que eu distribua toda minha fortuna aos pobres,

defenda o socialismo e critique o capitalismo,

sem integridade, nada disso me aproveitaria.

A integridade é benigna e não é invejosa;

não trata com leviandade nem se ensoberbece.

Não quebra com o decoro, não busca seus interesses,

não se irrita, não se regozija com o mal.

Mas se alegra com a justiça e com a verdade.

A integridade luta, crê, espera, suporta.

A integridade pode ter falhas,

porque em parte conhece e em parte ignora.

Mas jamais deixa de combater e lutar contra a corrupção.

E agora permanecem estes três males:

a corrupção, a injustiça e a improbidade,

mas destas, a corrupção é a maior.

 

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