O Problema Econômico

por Alexsandro M. Medeiros

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postado em jun. 2018

            Na teoria social de Pietro Ubaldi, para resolver o problema econômico é preciso resolver o problema da alma humana, que o autor chama de solução substancial e não apenas de forma. “Mesmo no campo econômico olhamos nas profundezas, atingindo a substância além da forma” (GS, 2017, p. 473)[1]. É preciso resolver o problema da alma humana pois “Uma revolução econômica e uma ideologia não têm o poder de transformar a natureza humana” (DI, 1995, 309). É inútil substituir uma instituição por outra sem compreender que “enquanto o homem continua sendo o mesmo, ele será levado a realizar à custa de nova instituição, os mesmos abusos de antes, com as mesmas consequências” (DI, 1995, p. 305). Ao abordar o problema econômico sob este viés, Ubadi propõe então substituir o princípio hedonístico pelo princípio colaboracionista.

            A ciência econômica deve ter uma base colaboracionista (justiça econômica) e não hedonista (força econômica). Sem o princípio colaboracionista o mundo econômico continuará existindo como um campo de competições sem piedade e não como um organismo de justiça. A hipertrofia do egoísmo “constitui o mal que onera vosso mundo econômico e o ameaça” (GS, 2017, p. 465), canalizando a riqueza em favor da riqueza e não da pobreza, aumentando as desigualdades, a concentração de renda, gerando desequilíbrios sociais, quando o remédio está na descentralização. Enquanto triunfar no mundo o egoísmo, enquanto o homem não for capaz de superar a fase hedonística, será inútil cogitar mudanças no sistema. Para superar os conflitos que oneram a humanidade no campo econômico, “é mister também superar a inconsciência egoísta, elevando-a até à consciência colaboracionista” (GS, 2017, p. 465).

            Ao comparar a economia como um organismo regido pela psicologia humana[2], Ubaldi ressalta que a psicologia anticolaboracionista tem uma fisiologia cancerosa.

E como pode nascer coisa diferente, de uma psicologia de mesquinho egoísmo individualista? Dado que cada um age apenas em seu exclusivo interesse, há luta entre procura e oferta [Ubaldi se refere aqui à lei da oferta e da procura no campo da economia], procurando uma aproveitar-se da outra, explorando-se reciprocamente, só para trazer a si o lucro maior (PA, 2007, p. 142).

            Tanto o fenômeno da oferta e da procura quanto a questão monetária são analisadas (PA, 2007, p. 140-158) levando em consideração a psicologia humana que visa o lucro e o egoísmo que quer sempre obter vantagem para si, mesmo que isso custe o dano de outro: “esse movimento é gerado não só pela esperança de um lucro sempre maior em vantagem própria e com dano de outro, como também pelo medo de uma perda sempre maior, com dano próprio e vantagem do outro” (PA, 2007, p. 142).

 

Evangelho e Comunismo

            O modelo colaboracionista, de base coletivista, faz com que a teoria econômica defendida por Ubaldi, que se fundamenta na ordem da Lei de Deus e do Evangelho, estabeleça um ponto de contato com o Comunismo. “A ideia comunista [...] representa do Evangelho a primeira vasta aproximação orgânica no plano econômico e político” (AH, 1986, p. 37). Por outro lado o Comunismo se encontra nos antípodas da teoria ubaldiana, ao pretender impor o princípio da igualdade pela força.

            A diferença consiste em acobertar o velho sistema de imposição do mais forte, em suas vantagens, sob o manto superficial da justiça social. O Comunismo, portanto, se quiser sobreviver como modelo econômico, deve substituir a fase de imposição pela força pela livre persuasão, substituir a luta de classe pelo princípio do Evangelho. Ao defender a luta de classes, o Comunismo “não pode concluir senão como imposição de classe [...] Em escala mais ampla, luta de classe significa luta de povos e domínio de povos, imperialismo e imposição pela guerra. Onde está a justiça social? Pode-se alcançar a justiça pela força?” (AH, 1986, p. 38).

            O Comunismo deve espiritualizar-se. “No seu aspecto atual ele é incompleto, porque a vida não é feita apenas de matéria e os seus problemas humanos não são unicamente os do mundo econômico” (AH, 1986, p. 38), em outras palavras: “se o Comunismo quiser continuar a desenvolver-se segundo a linha traçada pelas leis da vida, deverá completar-se, desenvolvendo-se amanhã além da sua atual fase materialista, com um novo aspecto espiritual evangélico, de que hoje carece” (AH, 1986, p. 37). O Comunismo não deve ser rejeitado em sua totalidade. Não se nega “a bondade e a verdade do Comunismo como justiça social” (AH, 1986, p. 37). Mas pelo menos dois pontos precisam ser revistos pela ideologia comunista: sua base materialista e a possibilidade de resolução do problema político e econômico de forma impositiva, pela luta de classes ou, se se quiser, pela ditadura do proletariado.

            Existe uma diferença de método entre o Comunismo e a proposta do Evangelho: o primeiro segue a técnica da força e o segundo a técnica da bondade. E mesmo condenando o uso da força, Ubaldi não deixa de reconhecer que, devido à condição evolutiva do ser humano, o método da força pode ser o único compreensível pela sociedade:

quem age na Terra, deve seguir o método do mundo, bem diverso do de Cristo, feitos para as realizações espirituais; aqui na Terra. Estamos no plano material. Os métodos evangélicos presumem um grau de evolução e civilização ainda não alcançado. Para uma humanidade ainda imatura, a força e a violência estão nos antípodas do ideal,  mas podem formar parte indispensável da técnica de sua descida à Terra [...] As funções históricas do Cristianismo e do Comunismo, mesmo que ao longo do caminho possam encontrar algum ponto de contato, são diferentes [...] Descer à atuação prática significa mergulhar em nosso mundo tal como ele é, para realizar um trabalho que só quem tem a força bruta do primitivo pode ter a capacidade de cumprir (DI, 1995, p. 187).

 

A Economia sob a Ótica Evolucionista

            Como a teoria ubaldiana se baseia no princípio evolucionista o mesmo deve ser levado em consideração para se tratar do problema econômico: “evolução no trabalho, na renúncia, na dor, no amor; da força ao direito, do egoísmo ao altruísmo, da guerra à paz, da concorrência ao colaboracionismo, da fera ao homem e ao super-homem, da desordem à ordem e à justiça do Evangelho, do mal ao bem” (GS, 2017, p. 473).

            O egoísmo e hedonismo serão superados pela evolução espiritual. A evolução do espírito fatalmente acarretará mudanças no modelo econômico, pois  a economia do homem evoluído se encontra em um patamar bem diverso do modelo atual: é o método da justiça confiada à Deus e na sua Divina Providência, da honestidade, do merecimento, do evangelho social de Cristo. “Tal o método do evoluído no campo econômico. O estudo dos princípios e das forças da Lei permite-nos, ao contrário do mundo, levar muito a sério esse método, que aliás, é o mesmo indicado por Cristo” (NCTM, 1982, p. 135). E mais adiante:

A sabedoria do Evangelho confirma-nos plenamente a tese. Diz-nos ele: ‘Não acumuleis tesouros na terra, onde a ferrugem e a traça os consomem e os ladrões os desenterram e roubam; acumulai, ao invés, tesouros no Céu, onde nem a ferrugem nem a traça os consomem e os ladrões não desenterram nem roubam. Porque onde está tesouro, aí está também teu coração’ (Mateus, 6: 19-21 apud NCTM, 1982, p. 156).

            O código de vida do evoluído, que se aplica também no campo econômico, está expresso no Evangelho do Cristo: “buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas as coisas vos serão acrescentadas” (NCTM, 1982, p. 136). O evoluído ocupa-se primeiramente das coisas espirituais e, assim, o necessário para prover-lhe as necessidades materiais será uma consequência natural dada pela justiça divina. O evoluído alcançou um tal grau de compreensão das leis da vida que não se liga a resultados materiais momentâneos, mas aos resultados indestrutíveis do espírito, obtido com esforço e trabalho (material e espiritual). Mas o indivíduo evoluído é ainda uma exceção, cujo método é inconcebível para a psicologia dominante. É um outro modelo, uma outra psicologia, com outros princípios, diverso daquele atualmente existente.

Nos dias de hoje, o evoluído constitui exceção e não há de, por certo, pesar na economia social. Quando, porém, tornar-se maioria, então o advento da justiça social será fato consumado, o homem terá adquirido consciência da Lei, e nova concepção da ordem dará a todo ser humano, naturalmente, a garantia do necessário (NCTM, 1982, p. 145).

            O princípio evolucionista explica porque o nivelamento econômico e a distribuição de bens na Terra deve ser considerado uma utopia, porque tal distribuição não constitui um simples efeito das leis, instituições e sistemas humanos, mas tem a ver com o tipo individual e o seu destino. Há justiça nas desigualdades sociais, porque tais desigualdades constituem efeitos da Lei que rege o equilíbrio da vida. “É absurdo um nivelamento de unidades substancialmente desiguais. Ainda que imposto à força, a natureza dos indivíduos o destruiria, em pouco tempo” (GS, 2017, p. 467).

            A vida regula o equilíbrio por meio da desigualdade. Por isso qualquer mecanismo de nivelamento social que pretenda anular as desigualdades está fadado ao fracasso. As diferenças de posições sociais são consequência não apenas da divisão do trabalho, mas também das capacidades individuais que são diferentes. Os indivíduos não estão no mesmo grau evolutivo e pretender nivelá-los de forma homogênea ainda que de um ponto de vista econômico é impossível. E tal como as células e órgãos em um corpo animal, cada indivíduo e cada classe tem uma função a desempenhar. Tais ideias não devem ser confundidas com uma defesa do atual sistema de tipo de capitalismo selvagem. Porque se há desigualdades, há também responsabilidade social. E todo aquele que usa de sua posição para usurpar o seu próximo, será atingido pelas leis da vida, seja nessa ou em outra existência (aqui o princípio evolucionista se integra com o princípio reencarnacionista do qual é inseparável). O objetivo da Lei não é apenas justiça, mas visa a fraternidade humana e a vida em harmonia entre os povos. Tudo o que for contrário a este princípio receberá o revés da Lei. Um nivelamento forçado pode até forjar um rebanho, jamais uma sociedade de homens livres e iguais.

O erro fundamental consiste em acreditar que todos os homens são iguais como valor e destino, em não se ter compreendido o mistério de sua personalidade e a finalidade da vida; permanecer no exterior, acreditando que só possa ter justiça na igualdade de superfície, ao passo que a vida alcança uma justiça mais complexa e profunda na desigualdade (GS, 2017, p. 468)

            Mas que não se utilize disto como desculpa para explorar as classes menos favorecidas dizendo: eis a sua tarefa, eis o seu quinhão, estais onde a Lei vos colocou. Qualquer tentativa de explorar os mais fracos, ao invés de ajudar-lhes em seu desenvolvimento, receberá igualmente o seu quinhão.

            A evolução criou valores diferentes, personalidades diferentes, diferentes caminhos e, por isso, a igualdade “é absurda num universo livre, em que não existem duas formas idênticas” (GS, 2017, p. 468). Cada posição social tem um valor diante das Leis da vida e a vida saberá recompensar cada posição vivida de forma equilibrada.

            E para aqueles que consideram melhores as altas posições sociais e sentem até inveja e desejo de apoderar-se do bem-estar alheio é preciso que se diga: essa visão é tão distorcida quanto aquela que pretende impor um nivelamento social porque considera apenas a vida material. É preciso olhar mais além, ter uma compreensão mais ampla da realidade, e vereis que, não raro, os ricos da Terra são os mais carentes de valores espirituais.

Não invejeis esses grandes perigos de quedas maiores. Quanto mais se elevam uma posição social, mais insegura e vulnerável ela se torna, é difícil defendê-la; tende a cair mais facilmente e exige a presença de um valor intrínseco que a sustente com esforço contínuo [...] Não invejeis os ricos, porque essa riqueza pode ser uma prova, uma condenação, uma condição de ruína (GS, 2017, p. 468-469).

            A riqueza não necessariamente deve ser motivo de cobiça, pois ela pode ser motivo de ruína. A riqueza é prova, em alguns casos até castigo. E em qualquer caso, a riqueza é sempre um dever e uma responsabilidade.

            Igualmente funesta é uma vida que se vive em função do acúmulo de riquezas e de capital. O lucro adquirido de forma errada não traz vantagens, mas prejuízos. “O dinheiro mal ganho é um prego envenenado que se cravará em vossas mãos” (GS, 2017, p. 471). É uma riqueza impregnada de qualidades negativas e que, por isso, do ponto de vista espiritual, não constitui riqueza, mas pobreza. “Há um dinheiro maldito que só traz maldição a quem o possui: o dinheiro que Judas pagou o campo de sangue” (GS, 2017, p. 471). Se a evolução impôs as desigualdades, a Lei saberá reequilibrar aqueles que pretendem enriquecer pelos atalhos da usurpação: “há um equilíbrio profundo de que o mau tentará inutilmente escapar, embora triunfe momentaneamente” (GS, 2017, p. 471). Mas nem todo dinheiro é maldição. Todo lucro que é resultado de esforço e trabalho é recompensa justa.

 

Correlação entre a Moral e a Economia

            Correlato ao problema da evolução encontramos, pois, o problema moral, pois o homem evoluído é essencialmente um ser moral, que coloca o amor do Evangelho acima de todas as coisas. Além disso, “No fundo, os numerosos problemas que nos afligem, econômico, político, religioso, social, reduzem-se a um só, o problema da educação moral” (NCTM, 1982, p. 96).

            A grande diferença entre a forma mental do evoluído e do involuído é que o primeiro coloca os bens espirituais acima de todos os outros e o involuído se preocupa quase que exclusivamente com os bens materiais. Este sacrifica tudo pela riqueza, até o próprio espírito. Aquele sacrifica tudo pelo espírito, até mesmo a riqueza. Por isso o evoluído “dá à riqueza valor relativo e subordinado, em lugar de valor principal; se deve administrá-la, administra-a, porque é seu dever e não por apegar-se-lhe avidamente e, quando e se pode, livra-se dela, antepondo-lhes o estado de pobreza protegido apenas pela força da Divina Providência” (NCTM, 1982, p. 146). A riqueza não é em si um mal e os bens da Terra são dádivas de Deus, que precisam ser melhor utilizadas. Por isso entre o evoluído e o involuído há o caso intermediário “do administrador e organizador honesto, que da riqueza usa e não abusa, e não a transforma em mal, mas em bem” (NCTM, 1982, 149). É função do homem honesto e administrador dos bens da Terra fazê-la frutificar em benefício da coletividade e não pessoal.

            É preciso saber usar com sabedoria a riqueza, conduzindo-a a fins mais elevados, ao contrário do que se vê na atualidade, onde é a riqueza que nos domina.

Disso tudo se pode concluir também que o problema da riqueza não é apenas, como hoje se crê, distributivo, nem se o entendermos desse modo, deixa intactas todas as cobiças humanas, que são as verdadeiras raízes do dano; nem se resolve no plano econômico, em que hoje se coloca, e sim no plano psicológico e moral. Não basta o advento da justiça social pela qual tanto lutamos em nossos dias. Torna-se necessário construir também o homem (NCTM, 1982, p. 150).

            É preciso dar às ciências econômicas um conteúdo moral. “É preciso transformar o problema econômico em problema ético” (GS, 2017, p. 474). Na Mensagem da Ressurreição (GM, 2012, p. 17) nos é dito que o maior de nossos erros “é a ignorância da realidade moral, íntima orientação da personalidade, que é o fundamento da vida social”. Os defeitos e insucessos no campo da economia são devidos, em grande parte, por desprezar o fato moral. De certo modo as bases do fenômeno econômico estão no homem e na moral. O modo de ser humano, de tipo egoísta, utilitário e hedonista, é caracterizado por um instinto de tipo desagregador do complexo social. É a psicologia do egoísmo, de acordo com a qual “O homem moderno se aproxima de seu semelhante para tomar-lhe alguma coisa, nunca para beneficiá-lo” (GM, 2012, p. 17).

            Para Ubaldi o progresso impõe a introdução do fator moral no fenômeno econômico em proporção cada vez mais ampla e é preciso acima de tudo, saber lidar com o egoísmo.

Egoísmo de capital, egoísmo de trabalho, egoísmo de produtor, egoísmo de consumidor; egoísmo individual, de classe, de nação (sistema protecionista); coalisão de egoísmos, organização de egoísmos, sempre egoísmo! As mercadorias, a riqueza, o trabalho, precipitam-se atraídos (no regime livre cambista) ou subjugados por essa grande força (GS, 2017, p. 461)

 

Referências Bibliográficas

UBALDI, Pietro. A Descida dos Ideais (DI). Tradução de  Manuel Emygdio da Silva. 3. ed. Campos dos Goytacazes, RJ: Fraternidade Francisco de Assis, 1995.

____. A Grande Síntese (GS): síntese e solução dos problemas da ciência e do espírito. Tradução de Carlos Torres Pastorino e Paulo Vieira da Silva. 24. ed. Campos dos Goytacazes, RJ: Instituto Pietro Ubaldi, 2017.

____. A Nova Civilização do Terceiro Milênio (NCTM). Tradução de Oscar Paes Leme. 3. ed. Rio de Janeiro: Fundação Pietro Ubaldi, 1982.

____. Capitalismo e Comunismo. In: ____. Ascensões Humanas (AH). Tradução de Erlindo Salzano, Adauto Fernandes Andrade e Medeiros Corrêa Júnior. 4. ed. Rio de Janeiro: Fundação Pietro Ubaldi, 1986, p. 34-48.

____. Grandes Mensagens (GM). Tradução de Clóvis Tavares. Distrito Federal, DF: Instituto Pietro Ubaldi, 2012.

____. O Problema da Estabilidade Monetária In: ____. Problemas Atuais (PA). Tradução de Carlos Torres Pastorino. 4. ed. Campos dos Goytacazes, RJ: Fraternidade Francisco de Assis, 2007, p. 130-158.



[1] Para a citação das obras de Ubaldi, preferimos utilizar a inicial de suas obras: GM (Grandes Mensagens), GS (A Grande Síntese), NCTM (A Nova Civilização do Terceiro Milênio), PA (Problemas da Atualidade), AH (Ascensões Humanas), DI (A Descida dos Ideais).

[2] Acesse o texto A Nova Civilização do Terceiro Milênio para saber mais sobre a Concepção Orgânica da Sociedade de  Pietro Ubaldi . Ubaldi chama de “homem social” o tipo biológico do futuro: um ser orgânico, uma célula de um imenso organismo social (AH, 1986, p. 53); e também (DI, 1995, p. 301 - grifo nosso): “a vida se encaminha para a superação das suas formas passadas – baseadas na lei da luta pela seleção do mais forte e individualismo egocêntrico anti-social – e se prepara para a construção de um novo homem social, adequado a viver não mais guerreando no caos, mas como um elemento que forma parte de uma coletividade orgânica” (DI, 1995, p. 301).

 

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